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Sinal e rede · Igrejas e templos

HDMI ou SDI: até onde vai cada um

A distância entre a câmera e a mesa de corte decide quase tudo no orçamento de uma transmissão. Este é o número que a gente pergunta primeiro.

BNC rosqueia e fica; o HDMI encaixa por pressão. A diferença aparece no dia em que alguém tropeça.
BNC rosqueia e fica; o HDMI encaixa por pressão. A diferença aparece no dia em que alguém tropeça.

Quando alguém liga pedindo orçamento de transmissão, a primeira pergunta não é quantas câmeras nem qual resolução. É esta: qual a distância entre a câmera mais longe e a mesa de corte?

Parece detalhe de instalador. Não é. Essa medida define o tipo de cabo, o tipo de câmera, o tipo de mesa e, por consequência, boa parte do orçamento.

O que muda de um para o outro

HDMI e SDI carregam a mesma imagem. A diferença está em como cada um se comporta ao longo do cabo e no que acontece quando o cabo é esbarrado.

HDMISDI
Distância práticaaté cerca de 15 metrosdezenas de metros, e centenas com fibra
Conectorencaixe por pressãorosca BNC
Se alguém tropeçaa imagem someo conector segura
Custo do cabobaixomais alto
Onde aparececâmera fotográfica, computador, ATEM Minicâmera de estúdio, switcher de rack

O conector é a parte que ninguém pensa e que mais dá problema. HDMI foi desenhado para ligar um aparelho de DVD na TV da sala, onde o cabo é curto e ninguém passa por cima. Numa igreja, o cabo atravessa o corredor onde as pessoas andam. BNC rosqueia e fica.

A regra prática

Até 15 metros, HDMI resolve. Acima disso, a imagem começa a falhar de um jeito específico: ela não fica ruim aos poucos, ela some. Sinal digital funciona assim, ou chega inteiro ou não chega. O risco é justamente esse: funciona no teste da quinta-feira e cai no domingo, quando a sala está cheia e a temperatura mudou.

Acima de 15 metros, ou com mais de um ambiente, o projeto pede SDI. É o caso do templo com mezanino, do auditório com cabine no fundo, do plenário, do estádio. Nesses lugares, o cabo é obra: passa por eletroduto, sobe forro, entra em canaleta. Refazer depois custa muito mais que fazer certo.

O caminho do meio existe

Nem todo projeto precisa trocar tudo. Duas saídas resolvem a maioria dos casos intermediários:

  • Converter nas pontas. Um conversor pequeno em cada extremidade transforma HDMI em SDI e de volta. A câmera continua sendo a que você já tem, o cabo passa a ser coaxial, e a distância deixa de ser problema. É a solução que colocamos no computador da letra que fica longe da mesa, por exemplo.
  • Tirar o cabo do caminho. Transmissão de vídeo sem fio resolve a posição onde passar cabo é inviável: a câmera do fundo da sala, a que fica no palco, a de um evento que monta e desmonta no mesmo dia.

Onde isso aparece no orçamento

A escolha entre HDMI e SDI não fica isolada, ela puxa o resto do projeto:

  1. A câmera muda. Modelos de estúdio existem em versão HDMI e em versão 12G-SDI. A segunda custa mais e entrega retorno de programa, intercom e sinalização de câmera no ar pelo cabo de retorno, que volta da mesa para a entrada SDI da câmera.
  2. A mesa muda. Mesa de corte compacta trabalha com HDMI. Mesa de rack trabalha com SDI, tem mais entradas e aceita painel de corte físico.
  3. A instalação muda. SDI quase sempre significa obra de cabeamento, que entra no cronograma e no orçamento como item próprio.

Como a gente decide na prática

Antes de indicar equipamento, a BCTV pergunta três coisas: a distância da câmera mais longe, se o sinal precisa chegar a mais de um ambiente, e se a instalação vai ser fixa ou montada a cada evento.

Com essas três respostas, o projeto praticamente se escreve sozinho. Sem elas, qualquer orçamento é chute, e chute em cabeamento é o tipo de erro que só aparece no dia do ao vivo.

Se você já sabe as suas distâncias, monte o projeto no site e fale com um consultor. Se não sabe, a gente ajuda a medir antes de falar de preço.

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